O CRC é um espaço de diálogo entre cristãos de diferentes sensibilidades, e entre cristãos e não cristãos.

31 de dezembro de 2015

II Colóquio CRC 2015 / 2016

18 de fevereiro de 2016
5ª Feira, 18h30m

Jesus – O Rosto E As Imagens

[Fólio de missal austríaco, Melk, c.1200 (c) domínio público]

Local: Sede do Centro de Reflexão Cristã 

Rua Castilho, 61 – 2º Dtº. Lisboa. [Metro: Marquês de Pombal]

ENTRADA LIVRE

40º Aniversário do Centro de Reflexão Cristã - Entrevista a José Leitão

Ainda a propósito da celebração do quadragésimo aniversário da fundação do Centro de Reflexão Cristã e seus desafios futuros, aqui deixamos entrevista de Paulo Rocha, da Agência Ecclesia, com José Leitão, presidente da Direção.


30 de dezembro de 2015

40º Aniversário do CRC em Imagens

A Direção do Centro de Reflexão gostaria de agradecer uma vez mais à amiga e sócia Ana Oliveira Martins Ruepp pela produção das duas intervenções plásticas que deram origem aos cartazes celebrativos desta efeméride.


(c) Ana Oliveira Martins Ruepp

40º aniversário do CRC, Encontro de Sócios e Amigos - Intervenção de João Almeida

Imaginar o futuro do Centro de Reflexão Cristã

Nesta intervenção vou procurar dar o meu contributo para responder à questão «como é que se pode construir o futuro do Centro de Reflexão Cristã?»
É minha convicção de que o CRC só poderá ter um futuro se, respeitando a tradição que foi criando ao longo de quarenta anos e o seu património, conseguir identificar os desafios do presente e mostrar capacidade para produzir uma reflexão pertinente para os sócios, os cristãos e os não-cristãos, de várias gerações, que partilham inquietações e vontades de construir um mundo mais humano.
Pelo que me tenho apercebido, o CRC nasceu num período revolucionário, para responder à vontade de muitos cristãos de constituir um espaço livre de reflexão e de formação cristã que não encontravam nas organizações católicas existentes. Ao mesmo tempo procurava-se salvaguardar a via cristã num tempo de atracção por ideologias e militâncias políticas que desempenhavam o papel de religiões seculares. Vivemos um outro tempo, de crise profunda, sobre o qual é difícil formular um juízo, mesmo provisório. De um ponto de vista tecnológico é um tempo de mutações; de um ponto de vista social e político há processos contraditórios que ora apontam num sentido de amadurecimento das instituições e das consciências, ora num sentido de perda de direitos até há pouco tempo considerados adquiridos, de manifestações de xenofobia e de violência. As ideologias, pelo menos as que estavam na moda no ano do nascimento do CRC, perderam a sua pretensão totalizante. A ideologia dominante que já foi caracterizada como a ideologia do TINA «não há alternativa», não oferece qualquer sentido, nem sequer consolo, à vida das pessoas. A via cristã tem de ser agora percorrida num ambiente de indiferença perante a coisa pública e a injustiça, de fragmentação social, de atomização de crenças, um ambiente que foi propício ou incapaz de conter o aparecimento de um monstro que o pretende destruir, o monstro do fundamentalismo e do terrorismo religioso.
O CRC ao longo da sua vida foi capaz de colocar e de incentivar a reflexão sobre questões do sentido da vida à luz da matriz cristã, buscando respostas para interrogações acerca do que é a salvação, o perdão, ou qual é o rosto de Deus. São interrogações que hoje em dia parecem remetidas para a vida privada de uma parte significativa da população e que poucas vezes são formuladas em público ou inspiram uma intervenção organizada na sociedade portuguesa e na Igreja Católica. No entanto, muitas das questões que se colocam acerca do sentido radical da existência são indissociáveis de fenómenos sociais, políticos e religiosos que emergem no espaço público e constituem desafios decisivos para a crise civilizacional que atravessamos. O futuro do CRC na sociedade e na Igreja Católica em Portugal passa pela manifestação da sua capacidade em pensar estes desafios, de responder a inquietações que são pessoais e têm projeção social. 
Vou abordar três desafios que me parecem particularmente pertinentes.
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