(C) Ana O. Martins Ruepp
27 de abril de 2015
26 de abril de 2015
Encontro de Sócios e Amigos, 2015 - Mensagem de Guilherme d'Oliveira Martins
CENTRO DE REFLEXÃO CRISTÃ - UMA MEMÓRIA VIVA...
Tendo um compromisso fora de Lisboa é-me impossível
acompanhar pessoalmente este encontro tão oportuno de sócios e amigos do CRC,
feito sob a invocação de quatro décadas de existência. Vivemos um tempo muito
especial que nos obriga a recordar as origens do cristianismo, que nos levam
aos Atos dos Apóstolos. Como praticar, de facto, a regra do amor (agapé)? Perante
as sequelas da crise, temos contado com a abertura de Espírito do Papa
Francisco – o que significa que somos chamados à coragem e à responsabilidade.
Não podemos baixar os braços perante as injustiças que se agravam e as
desigualdades que se aprofundam. Como disse o Padre M. D. Chenu,
«o cristianismo é o mistério de Cristo que vive, morre e ressuscita em mim e em
cada um». Daí que não possamos ser indiferentes. É no tempo de hoje que temos
de ouvir o Papa ao fazer-nos compreender que não podemos responder às
pretensões dos nossos netos com as audácias dos nossos avós, como gostava de
dizer Emmanuel Mounier. “A Igreja quando fica fechada adoece e quando sai pode
ser atropelada; prefiro uma Igreja atropelada a uma Igreja doente”… – diz o Papa.
A metáfora significa que temos de sair, de ir para junto das pessoas, correndo
o risco de ter um acidente ou de sujar as mãos… É a noção de compromisso que
tem de se tornar cada vez mais presente. Estamos ainda muito desatentos ao
episódio de Marta e de Maria, sendo que o testemunho de ambas é fundamental
para o presente e para o futuro, como no-lo ensinou Santa Teresa de Jesus. Devemos
ser mais “testemunhas do que mestres” – como afirmou Paulo VI. E aqui está a
dificuldade.
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Encontro de Sócios e Amigos CRC, 2015 - Intervenção de Manuela Silva
Centro de Reflexão Cristã
40º Aniversário
Lisboa, 18 Abril 2015
1.
Agradecimento pelo convite
Permitiu revisitar
o passado, consultar algumas fontes, reavivar a memória das pessoas e dos
acontecimentos que encontrei na fase nascente do CRC. Ao fazê-lo, invade-me um
sentimento de gratidão por essa etape da minha vida pessoal e colectiva.
Entendi o convite
do José Leitão no sentido de que eu deveria, sobretudo, debruçar-me sobre a
origem do CRC e os seus alicerces. É o que tentarei fazer, recorrendo à minha memória
e a algumas fontes que consultei na medida do tempo que tive para preparar este
testemunho.
2.
Gostaria de começar com um poema de José Augusto Mourão que
fui encontrar num dos primeiros números da Revista Reflexão Cristã (ano II, nº
9-10, Novembro-Dezembro 1977).
Intitula-se
simplesmente Poema e começa com uma
epígrafe pedida emprestada a Levinas: le
mot est fenêtre; síl fait écran, il faut le supprimer. Vem a propósito do
sentimento que experimento ao partilhar convosco esta minha reflexão.
(ler Poema)
Com este poema
quero fazer memória de quantos já partiram do nosso convívio, mas deixaram
marcas que não se apagam na história do CRC. Queria lembrar, explicitamente,
além do José Augusto Mourão, autor do poema, o Frei Raimundo Oliveira, o José Alfredo
Sousa Monteiro, o João Resina, o José Pinto Correia, o Horácio Araújo, o Diogo
Duarte, o padre e depois bispo, Tomás, o Henrique Robalo, este último
recentemente falecido. Todos eles e muitos outros, à sua maneira, foram pilares
na génese e nos primeiros passos do Centro de Reflexão Cristã.
Felizmente, muitas
das pedras angulares do CRC ainda se mantêm vivas no meio de nós. Recordo
apenas alguns nomes: Luís França, Bento Domingues, José Mattoso, José Ramos,
Francisco Sarsfield Cabral, Luisa Cabral, a Raquel Duarte, o Eng.ro Lamas, etc.
3.
Falar dos começos do CRC e da sua génese impõe que comecemos
por recordar o contexto eclesial e sociopolítico em que surgiu a iniciativa da
criação do CRC. Estávamos em 1974 e vários cristãos se interrogavam acerca da
necessidade de aprofundar a sua fé, mas essa ideia só viria a ser concretizada por
escritura notarial no dia 5 Outubro 1975.
Vou deixar alguns
traços desse contexto, por memória.
Continue a ler AQUI.
25 de abril de 2015
Encontro de Sócios e Amigos 2015 - Crónica em Imagens
[Manuela Silva e José Leitão]
[José Leitão, Presidente do CRC, e Romualda Fernandes, Secretária]
9 de abril de 2015
Convite aos Sócios e Amigos do CRC - Encontro de 18 de Abril de 2015
Caro(a) Sócio(a) e Amigo(a),
A Direção do CRC vem convidá-lo(a) a participar no Encontro de Sócios e Amigos que se vai realizar no próximo dia 18 de Abril de 2015 (sábado).
Este encontro é a primeira iniciativa das celebrações do 40º aniversário do Centro de Reflexão Cristã e esperamos contar com a sua presença.
O Encontro irá realizar-se no Mosteiro do Lumiar das Monjas Dominicanas, com o seguinte programa:
10h30 - Receção a todos os participantes.
10h40 - Mesa-Redonda: "O CRC e a renovação da Igreja - quarenta anos de intervenção cristã", com Manuela Silva e José Leitão.
12h00 – Eucaristia presidida pelo P. Jardim Gonçalves.
13h00 – Almoço*.
14h30 –"O CRC e o anúncio da Alegria do Evangelho" - propostas e debate alargado aos sócios e amigos presentes.
17h00 - Oração comunitária de encerramento.
* O almoço decorrerá no restaurante Rainha Santa (próximo), sendo o seu custo 10 €.
Agradecemos que faça a sua inscrição no almoço para este novo e-mail: centroreflexaocrista@gmail.com, até ao dia 14 de Abril. Alertamos para o facto de que a inscrição para almoço, uma vez efectuada, deverá ter o seu custo suportado pelo inscrito.
Votos de Santa Páscoa,
José Leitão
(Presidente da Direção do CRC)
http://centroreflexaocrista.blogspot.pt
centroreflexaocrista@gmail.com
A Crise da Europa e a Igreja - Luís Salgado de Matos
Aos nossos leitores deixamos, também, a reflexão proposta por Luís Salgado de Matos no colóquio do passado dia 26 de março de 2015.
Luís Salgado de Matos nasceu em Lisboa em 1946. Os seus temas de pesquisa são o Estado, a Igreja e as Forças Armadas. Para ele, estas instituições são triangulares e formam a organização política contemporânea; com formas variadas, constituem a estrutura permanente de qualquer organização política. Esta tese foi desenvolvida no seu livro O Estado de Ordens, 2004.
Cada uma daquelas instituições é objecto de pesquisa empírica sistemática.
Em relação ao Estado, a instituição da reprodução, valoriza o estudo do regime semi-presidencial; participou no Seminário pioneiro dirigido por Maurice Duverger na Sorbonne, em 1978-79, e em 1986 publicou «L'Expérience Portugaise», no livro Les Régimes Semi-Présidentiels, dirigido por aquele politólogo; em 2005, publicou «Um Quartel Depois – o Semipresidencialismo em Portugal», em Crise e Reforma da Democracia. Já em 2008, começou a aplicar a metodologia das instituições triangulares ao Estado no Grande Médio Oriente, estando prevista a publicação de um texto introdutório pelo Instituto de Defesa Nacional.
No relativo às Forças Armadas, a instituição da segurança, o seu último livro é As Forças Armadas em Tempo de Mudança Uma Sondagem à Opinião Pública em Vésperas do Século XXI, 2001 (com Mário Bacalhau); escreveu os capítulos sobre organização militar no século XX da Nova História Militar Portuguesa, dirigida pelo Prof. Nuno Severiano Teixeira e pelo General Themudo Barata, Vol. IV, Círculo de Leitores, 2004; tem no prelo outro livro: Como Evitar Golpes Militares O Presidente, o Governo e a Assembleia Eleita face à Instituição Castrense no Estado Parlamentar, no Presidencial e no Semipresidencial.
Em relação à Igreja, a instituição do simbólico, destaca «Cardeal Cerejeira: Universitário, Militante, Místico», Análise Social, nº 160, 2001, e «A Igreja na Revolução em Portugal (1974-1975)», em O País em Revolução. Com Maria Lúcia de Brito Moura e António Matos Ferreira, anima o Seminário Permanente sobre o Estado e as Igrejas, no Ics.
É licenciado em Direito e doutorado em Sociologia Política pela Universidade de Lisboa; fez a Agregação em Instituições Políticas na Universidade Nova de Lisboa; tem o Diplôme d’Etudes Approfondies em Analyse Comparative des Systèmes Politiques, pela Université de Paris I - Panthéon-Sorbonne. Procurou sempre articular a investigação académica com a observação participante; foi membro do Governo de Transição de Moçambique; em tempos recentes, foi consultor do ministro da Defesa Nacional, Júlio Castro Caldas, e do Presidente da República, Jorge Sampaio.
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